Já numa ocasião falei dos géneros breves na narrativa onde me referi às distintas possibilidades que pode tomar a narrativa breve. Porém, não é esta uma definição completa, pois há mesmo na narrativa pequenas diferenças que é preciso analisar ou qualificar mais pormenorizadamente.

Naquela altura falei de nano e de microficção. Ambos os tipos pertencem sem dúvida à narrativa breve, mas não são os únicos. Acho que se podem encontrar pelo menos três tipos de narrações dentro destes gêneros. Além dos já citados nanocontos e microcontos, gostaria de me referir também ao miniconto.

Poderia dar a sensação que nos estamos a perder em matizações sem demasiado rigor, onde apenas um prefixo muda o valor, mas não é assim. Dos dois primeiros elementos já falei há tempo e não vou repetir o já dito, mas do miniconto é agora que vou falar.

O miniconto é diferente do conto pela sua extensão. Poder-se-iam encontrar muitas definições do conto, mas como forma breve, tem uns limites por cima e por baixo. A questão que nos formulamos é onde fixar a fronteira entre o conto e o miniconto. Sou ciente de que esta é uma questão relativamente arbitrária, mas para isso convém também fixar o limite entre o miniconto e o microconto.

É assim que se o microconto não deveria ter mais de duzentas palavras e a partir daí já surge o miniconto. Esse é o primeiro limite. O outro acho que deveria estar numa página de tamanho padrão. Portanto, uma narração com mais de duma página já é um conto.

Para a literatura virtual, tanto o nanoconto, o microconto quanto o miniconto são formatos válidos para ela. Também o pode ser o conto, mas já é mais difícil de ser lido no ecrã, nomeadamente se tiver uma determinada extensão.

Em conclusão, os gêneros breves narrativos, ótimos para a leitura no ecrã, podem ser divididos em três tipos segundo a sua extensão: o nanoconto (até 140 caracteres), o microconto (até 200 palavras) e o miniconto (até duas páginas).